sexta-feira, 2 de maio de 2008

Salomão constrói o templo e o palácio (I Reis 6 e 7)

Salomão, que de bobo só tinha a cara, entendeu o recado: o templo estava muito bom e tal, mas precisava de mais opulência. O projeto minimalista original, de pedra e vigas de cedro, não seria suficiente para o vaidoso Javé. Então, de volta à prancheta: as paredes interiores da edificação seriam forradas de cedro para que as pedras não aparecessem, o assoalho seria de pinho. O lugar Santo dos Santos, salão separado onde ficaria a Arca do Acordo, e que seria efetivamente a casa de Javé, seria um cubo perfeito de arestas de nove metros separado do resto da construção por um biombo de cedro que ia do chão até o teto, enfeitado com entalhes em forma de cabaças e de flores. O lugar Santo, área comum do templo, teria dezoito metros de comprimento.
Salomão preparou o novo projeto e foi apresentá-lo a Javé.Agora sim, estamos conversando!
Com o projeto finalmente aprovado, Salomão tratou de colocá-lo em prática: as paredes de pedra foram forradas com tábuas de cedro revestidas de ouro, os entalhes foram feitos, os querubins construídos.
A construção foi iniciada no quarto ano do reinado de Salomão, e concluída no décimo primeiro. Com a casa de Deus pronta, o rei podia preocupar-se em construir a sua.
E se o templo podia ser tão ostensivo, então o palácio real também poderia. Salomão não se fez de rogado: só um recinto, o Salão da Floresta do Líbano (que tinha esse nome por ser todo revestido de cedro), já era maior que o templo: media quarenta e quatro metros de comprimento por vinte e dois de largura e treze e meio de altura. Esse salão tinha três fileiras de quinze colunas de cedro que sustentavam vigas de cedro, que por sua vez escoravam o teto de cedro.
O Salão das Colunas era um pouco menor: tinha vinte e dois metros de comprimento por treze e meio de largura, e recebeu esse nome por ter um pórtico sustentado por colunas. A Sala do Trono, onde Salomão trabalharia, era toda forrada de cedro. Num pátio atrás dessa sala ficava a casa de Salomão, no mesmo estilo das outras: um exagero de cedro. Do mesmo estilo também eram os aposentos da esposa do rei, filha do Faraó.
Enfim, o palácio era tão grande que algumas das pedras do alicerce chegavam a quatro metros de comprimento.
Alex.V.M
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quarta-feira, 30 de abril de 2008

O Templo de Salomão


O Templo de Salomão

A importância do templo de Salomão é capital na história do esoterismo. O famoso monarca não foi somente um rei sábio e excelente governante de seu povo; foi, sobretudo, um grande mago, conhecedor de saberes ocultos e propiciador de surpreendentes e incríveis poderes sobrenaturais. A biografia de Salomão, as características e história de seu templo conformam um dos capítulos mais fascinantes do passado.A biografia do rei Salomão, filho do rei David e Betsabea, é para merecer, se fosse transferida ao cinema objetivamente, a qualificação de "ótimo". Por isso não é estranho que nos sermões, quando se faz menção do rei, somente reluzem dois episódios que até as crianças podem escutar: o de seu famoso juízo acerca das duas mulheres que reclamavam a mesma criança como filho, mostra de sua grande sabedoria, e a da construção do Tempo, que ele piedosamente mandou edificar e custeou. Acerca dos demais, um discreto véu de silêncio, porque estabelece que o sábio e piedoso rei, para assegurar-se no trono, matou a seu irmão Adonias e a Joab, que por não estarem de acordo acerca da legitimidade de Salomão, haviam levantado o povo, com o apoio de Abiatar, sumo sacerdote. Nem tímido nem negligente, o piedoso rei depôs ao sumo sacerdote e em seu lugar colocou a um amigo seu, Sadoc.

ALEXANDRE VICTOR M.

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